O Estreito de Gibraltar ou Gaditano tem numerosas lendas. Hércules é o protagonista máximo dessas histórias, já que nestes lugares se desenrola um dos seus trabalhos, o roubo dos bois de Gerião durante o qual levantaria as míticas colunas Calpe e Abyla, identificadas como Gibraltar e Ceuta.


Está ainda ligado a esta cidade através do episódio das maçãs de ouro do Jardim das Hespérides, a luta com Anteu – a quem reconhecemos no perfil da Mulher Morta, suportando com o seu corpo o peso da abóbada celeste – ou com a separação de Europa e África. Não é por isso estranho que em Ceuta houvesse um altar a Hércules, como indicaria o célebre ídolo encontrado há já mais de cem anos.


A Mulher Morta, contemplada desde o Hacho, parece um elefante que estava a passar por entre as montanhas. Segundo Estrabão, esse perfil que denomina o Elephas anunciava-lhes a proximidade do fim do Mare Nostrum.


No ano 2004, uma escavação arqueológica nas imediações da Santa Igreja Catedral revelou um conjunto de estruturas murais fenícias dos séculos VII-VIII a. C., bem como peças cerâmicas procedentes de produções do Mediterrâneo Central e gregas do século VII a. C..


Trata-se por isso da corroboração dos relatos clássicos que mencionavam a passagem de fenícios e gregos pelo nosso território.


Além do mais, estudos realizados por especialistas mostram a identificação do espaço religioso, conhecido desde Bizâncio, como a origem urbana de Ceuta.

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