A aparição das cidades na antiguidade, excepto no caso de grandes fundações, produz-se de forma tímida e paulatina. Assim acontece também com Septem Frates.

Inicialmente, os navegadores da antiguidade conheciam o território, identificavam o topónimo e utilizavam o fundeadouro natural da sua baía. Prova disto mesmo é a constante descoberta de peças de âncoras antigas, assim como de ânforas púnicas e romanas.

Posteriormente foi possível que se instalasse um santuário dedicado à divindade e mais tarde se constituísse então uma pequena urbe, que se pensa seria uma instalação industrial, concretamente uma fábrica.

As fábricas de salga eram complexos murados, com diferentes espaços para a classificação, maceração e preparação dos pescados. A de Ceuta estendia-se desde a actual Praça da Constituição ao Fosso Navegável, tendo aparecido num e noutro lado espaços funerários.

A basílica paleocristã de Ceuta

A basílica paleocristã de Ceuta data de meados do século IV e constitui uma necrópole dedicada, possivelmente, a uma mártir cristã. Esta é a prova da existência de uma comunidade cristã no nosso território, trezentos anos antes do nascimento do profeta Maomé, graças à liberdade de culto que trouxe o Édito de Milão em 313.

Além desta, conhece-se outro recinto sagrado dedicado a Ísis não sendo arriscado pensar que o célebre ídolo de Hércules, encontrado há cerca de cem anos, tivesse pertencido a algum antigo santuário.

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