Reconhecimento e adaptação

Não foi simples a incorporação de Ceuta à Coroa de Castela, ainda que com a persistência dos seus naturais e vizinhos se tenha conseguido ir negociando a manutenção de todas as suas instituições, foros e privilégios.

Em 1668 o Tratado de Paz e Amizade entre Espanha e Portugal reconhecia a “identidade espanhola” de Ceuta, facilitando assim que a Santa Sé pudesse delimitar de novo a sua diocese, independente dos territórios norte-africanos portugueses e nomeando para ela um bispo espanhol.

Desde de 1677 os documentos locais redigiam-se em castelhano e a partir do cerco de Moulay Ismail, imposto em 1694, reforçar-se-á a sua guarnição, aumentando o número de famílias de origem espanhola. Uma nova Ceuta nasce a par do nascimento do império charifiano que Moulay Ismail unifica a partir de 1672.

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